terça-feira, 24 de abril de 2012

Metade das arenas construídas para a Copa dá prejuízo à África do Sul



Quase dois anos depois da Copa da África do Sul, cinco dos dez estádios construídos para a competição são hoje mantidos integralmente graças ao dinheiro público, não conseguem atrair eventos suficientes nem sequer para cobrir seus custos de manutenção e já se calcula que, em alguns casos, custaria menos demoli-los do que pagar por sua manutenção na próxima década.
Os dados foram coletados pelo sul-africano Eddie Cottle, especialista que por meses estudou a situação dos estádios do país e, com dados oficiais dos governos das províncias.

Segundo ele, entre 2003 e 2010, o orçamento público previsto pelo governo para o Mundial aumentou em 1.709%, para um total de US$ 4,8 bilhões (cerca de R$ 8,8 bilhões) apenas para as obras dos estádios e infraestrutura. "Mas o que ninguém se deu conta é que, mesmo depois da Copa terminada, os gastos continuaram'', declarou. Para ele, essa conta também precisará ser feita no Brasil.
Na Cidade do Cabo, o Green Point exige a cada ano US$ 5,6 milhões (R$ 10,2 milhões) da prefeitura para que possa ser mantido, mesmo com a organização de jogos e shows no local. Tanto Durban quanto a Cidade do Cabo já pediram ajuda ao governo federal para permitir que essas dívidas sejam compartilhadas com a administração central do país.
Em Porto Elizabeth, o custo anual de manutenção chega a US$ 8,1 milhões (R$ 14,8 milhões), arcado pelo poder público. Para fazer frente às dívidas, o governo local anunciou no final de 2011 que estava reduzindo gastos de outras áreas em US$ 99 milhões (R$ 181,5 milhões).
O Peter Mokaba, em Polokwane, e o Mbombela, em Nelspruit, são os outros elefantes brancos que a Copa deixou.
Os custos para manter as 5 arenas são tão altos que estudos mostram que demoli-las seria mais econômico. "Só não farão isso agora porque o custo político seria gigante. Mas, economicamente, sabem que é o que faz sentido e acredito que, em alguns anos, vamos ver essa proposta seriamente debatida'', declarou Cottle.
FONTE : http://www.estadao.com.br

sexta-feira, 30 de março de 2012

Caça ilegal na África do Sul ameaça rinocerontes de extinção



O rinoceronte pode desaparecer na África do Sul até 2020 por causa da caça ilegal, alertaram as reservas particulares do país, que exigem do governo medidas para evitar a extinção do mamífero com o famoso chifre no focinho.
"Segundo um estudo apresentado pela Associação de Proprietários de Rinocerontes, se a caça continuar nesse ritmo, a espécie poderá se extinguir em oito anos", declarou à Agência Efe Lorinda Hern, dona do Parque de Leões e Rinocerontes, uma reserva particular localizada nos arredores de Johanesburgo.
Na África do Sul, existem cerca de 400 reservas privadas que guardam um de cada quatro rinocerontes do país, onde pelo menos 108 exemplares foram mortos nos primeiros dois meses e meio deste ano, segundo os dados dos Parques Nacionais da África do Sul (SANPARKS).
O número poderá chegar a 1.300 animais em 2012, triplicando o recorde atingido em 2011, quando 448 foram mortos, de acordo com Jabulani Ngubane, responsável pela segurança da reserva de Ezemvelo, em KwaZulu-Natal.
Ngubane, citado nesta semana pelo jornal sul-africano The Star, disse que os caçadores estão transferindo sua atividade dos parques nacionais, onde aumentou a segurança, para as reservas naturais particulares menores.
Os especialistas calculam que na África do Sul haja em torno de 20 mil "rhinos", como são popularmente conhecidos esses animais em inglês, embora o número exato seja desconhecido.
Os donos de reservas naturais particulares estão aplicando medidas para evitar a caça furtiva dos rinocerontes, cujo chifre chega a preços superiores ao do ouro no mercado negro asiático, onde se atribui a eles supostas propriedades medicinais e afrodisíacas.
O custo das medidas de segurança contra os caçadores está tornando quase impossível manter esses mamíferos em reservas privadas, afirmaram seus proprietários.
FONTE : http://noticias.terra.com.br/

sexta-feira, 23 de março de 2012

Países africanos apoiam nigeriana para presidir Banco Mundial



Três importantes países africanos - África do Sul, Angola e Nigéria - manifestaram na sexta-feira apoio à ministra nigeriana das Finanças, Ngozi Okonjo-Iweala, uma respeitada economista e diplomata, para o cargo de presidente do Banco Mundial.A função é historicamente dominada pelos Estados Unidos, mas pela primeira vez haverá uma disputa real pelo comando da instituição, e os países emergentes devem apresentar pelo menos um candidato na sexta-feira."O apoio está em conformidade com a crença de que a indicação da liderança do Banco Mundial e da sua instituição irmã, o Fundo Monetário Internacional, aberta, transparente e baseada no mérito", disseram os três países africanos em nota.A África do Sul ocupa uma das três vagas africanas entre os 25 membros do conselho do Banco Mundial. Fontes disseram nesta semana que a candidatura de Okonjo-Iweala iria ser proposta após consultas entre os presidentes da África do Sul e da Nigéria.O ex-ministro colombiano das Finanças José Antonio Ocampo também deve concorrer ao cargo, disseram fontes à Reuters nesta semana. O Brasil afirmou nesta semana que Okonjo-Iweala e Ocampo seriam "ótimos" candidatos para substituir o americano Robert Zoellick à frente do Banco Mundial, que tem sede em Washington.


Fonte : http://not.economia.terra.com.br

terça-feira, 20 de março de 2012

Festa na África do Sul

Os sul-africanos comemorarão nesta quarta-feira o Dia dos Direitos Humanos. Nesse dia as pessoas fazem uma série de homenagens aos que lutaram pela igualdade dos direitos, pela democracia e queriam uma sociedade mais justa. O Dia dos Direitos Humanos é comemorado nesta data em homenagem as vítimas do massacre de Shaperville que aconteceu em 1960, onde policiais abriram fogo contra manifestantes que lutavam para acabar com as políticas do apartheid.

As festividades este ano vão coincidir com o dia do 16º aniversário da Constituição da África do Sul.


Fonte: www.southafrica.info

quarta-feira, 14 de março de 2012

África do Sul ajuda Madagascar após catástrofe

Segundo o Departamento de Relações Exteriores da RAS, o vice-ministro da África do Sul, Marius Fransman, liderou uma visita para ajudar as pessoas atingidas pelo ciclone Giovanna e a tempestade Irina em Madagascar. O Departamento ainda informou em nota oficial que a missão levou arroz, cobertores e remédios como forma de ajuda humanitária.


A missão também foi destinada a resolver impasses políticos no pais visitado.

quarta-feira, 7 de março de 2012

BM&FBovespa lançará índices das bolsas do Bric


A BM&FBovespa vai lançar no primeiro semestre deste ano índices futuros de ações das bolsas da Rússia, China, Índia e África do Sul, de acordo com Júlio Ziegelmann, diretor de renda variável da BM&FBovespa. O lançamento dos índices é parte da aliança entre a BM&FBovespa e os países do Bric (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), firmada em outubro do ano passado, para oferecer aos investidores acesso às economias dessas regiões.
O foco dos novos produtos, de acordo com Ziegelmann, são investidores institucionais de médio porte, principalmente, fundos de investimento. Porém, este mercado pode ser acessado por qualquer tipo de investidor. "No mercado futuro, não há restrição para investidores, pois não é considerado investimento no exterior", explicou ele.
Sobre a possível demanda para os índices, o diretor da bolsa disse que apenas alguns fundos de investimento demonstraram interesse, mas à medida que os produtos se desenvolverem, isso tende a crescer.
De acordo com o executivo, há novidades para o segundo semestre. "No início do segundo semestre lançaremos o índice da Standard & Poor's (S&P)", disse ele, durante evento que marcou o início da negociação do lote de BDRs Nível I Não Patrocinados, emitidos pelo Deutsche Bank, nesta manhã.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Mandela deixa hospital, diz porta-voz do governo



O ex-presidente sul-africano Nelson Mandela deixou o hospital hoje, afirmou um porta-voz da presidência. O porta-voz, Mac Maharaj, disse que o Nobel da Paz de 93 anos já foi liberado, após passar por uma laparoscopia.
Mais cedo, o presidente sul-africano, Jacob Zuma, afirmou que "os médicos garantiram que não a nada para se preocupar". Segundo ele, o ex-líder está com boa saúde.
Mandela, que passou 27 anos preso durante sua luta contra o Apartheid, tornou-se o primeiro presidente negro da África do Sul, em 1994, ficando no poder durante cinco anos. A última aparição pública dele ocorreu em julho de 2010. As informações são da Associated Press.